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As reclamações sobre os incômodos gerados por evangélicos que pregam
dentro dos vagões de trens administrados pela SuperVia, no Rio de
Janeiro, fez a justiça determinar a proibição desse tipo de ação e
obrigando a empresa a deixar claro que a lei não permite cultos nos
meios de transporte público.
Passageiros relatam que os evangélicos promoviam cultos dentro dos
vagões fazendo muito barulho, gritando, cantando alto, usando
instrumentos musicais e até mesmo agredindo verbalmente passageiros de
outras religiões. Por conta desses relatos, a 7ª Vara Empresarial do Rio
de Janeiro estipulou que a SuperVia precisa deixar claro que estes
eventos não poderão mais acontecer e, caso ocorram, o passageiro deverá
ser retirado do vagão com ajuda policial.
Para impedir que novos cultos aconteçam a empresa responsável pelos
trens terá que colocar avisos nas bilheterias alertando que é proibido
realizar qualquer tipo de ação religiosa dentro dos vagões. Se a
SuperVia não cumprir com esta determinação poderá ser multada em R$5.000
por dia.
O promotor Rodrigo Terra, da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela
Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, informa que não
apenas evangélicos, como fiéis de qualquer outra religião, não poderão
fazer manifestações religiosas dentro dos trens para não incomodar e nem
constranger os demais usuários.
Em sua defesa, a SuperVia diz que desde 2009 possui avisos sobre a
proibição de cultos religiosos espalhados pelos trens e estações,
chegando até mesmo a realizar reuniões com líderes religiosos para
ensinar aos fiéis que a prática é proibida. Um recurso deve ser movido
para cancelar a multa diária.
Fonte/Gospelprime