sábado, 12 de março de 2011

88 mil Desaparecidos e Centenas de Mortos em Terremoto de 8,9 graus no Japão

O forte sismo, o maior em 140 anos, foi seguido de um tsunami que poderá atingir 50 países. O cenário é dantesto.

Um forte terremoto de 8,9 graus na escala Richter, seguido de um tsunami, devastou o leste do Japão nesta sexta-feira deixando centenas de mortos e pelo menos 350 desaparecidos em um país acostumado com os tremores, mas que nunca tinha testemunhado nada semelhante.

Entre 200 e 300 corpos foram encontrados em áreas litorâneas da cidade oriental de Sendai, onde muitas zonas residenciais ficaram inundadas por causa de um tsunami que, com ondas de até 10 metros, arrastou veículos e casas, segundo a Polícia local.

Conforme o último registro oficial, pelo menos 93 pessoas morreram e outras 349 desapareceram pelo terremoto, o mais forte do Japão, enquanto espera-se um aumento no número de vítimas com a passagem das horas.

O terremoto, seguido de três réplicas de pelo menos 7 graus, paralisou temporariamente o transporte em grande parte do Japão, suspendeu o serviço de trem bala e fechou os dois aeroportos de Tóquio, apesar alguns serviços já foram parcialmente restabelecidos.

Tóquio, a maior cidade do mundo com mais de 30 milhões de habitantes em toda sua área metropolitana, tremeu às 14h46 do horário local (3h46 do horário de Brasília) por um terremoto que aconteceu no Oceano Pacífico, a 20 quilômetros de profundidade e 130 quilômetros do litoral.

Muitos edifícios tremeram e moradores saíram às ruas assustados, enquanto milhares de pessoas foram obrigados a passar a noite em refúgios ou em seus escritórios já que o sistema de transporte não funcionava.

Sendai, cerca de 350 quilômetros de Tóquio e com 1 milhão de habitantes, foi uma das cidades mais atingidas pelo terremoto.

Na região, as autoridades começaram a busca de diversos desaparecidos, entre eles os passageiros de um navio que transportava cerca de 100 viajantes, e duas patrulheiras da guarda litorânea arrastadas pelas águas.

A equipe também procura localizar o paradeiro de um trem que viajava entre as cidades de Sendai e Ishinomaki, com um número indeterminado de passageiros.

Em uma das províncias litorâneas contíguas, Iwate, cerca de 300 edifícios foram arrastados pelas águas, segundo o Departamento de Bombeiros local.

O terremoto foi o maior na história do Japão, com uma magnitude de 8,9 graus na escala Richter, acima dos 7,2 graus do terremoto que sacudiu Kobe em 1992 e causou 6,4 mil vítimas.

O tremor paralisou a atividade de 11 usinas nucleares, embora o Governo rejeitasse a existência de fugas radioativas.

No entanto, como dita o protocolo japonês nestes casos, decretou o estado de emergência de energia nuclear.

Cerca de 2 mil pessoas que residiam em um raio de dois quilômetros da usina de Fukushima foram evacuadas a pedido das autoridades locais ao detectarem problemas no sistema de ventilação, o que levou o Governo a enviar um avião com militares para controlar as instalações.

O Governo do primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu calma à população, enviou vários aviões das Forças Aéreas para avaliar os danos e enviou 8 mil militares à zona do terremoto.

O Executivo também pediu às Forças dos EUA, que mantêm 48 mil militares em seus 100 bases no Japão, que contribuam na assistência das vítimas nas zonas atingidas pelo terremoto, que provocou numerosos incêndios.

Os dois aeroportos de Tóquio, Haneda e Narita, suspenderam sua atividade após o terremoto, embora às 19h do horário local (7h do horário de Brasília) o segundo retomou as saídas de seus voos.

Os desembarques, no entanto, foram suspensos, o que deixou 23 mil passageiros bloqueados nos dois terminais.

Fonte: O Galileu

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...