A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais (ABGLT) resolveu entrar em contato com Itamaraty
nesta quinta-feira (17) para pedir que seus representantes também
recebam o passaporte diplomático.
O pedido foi feito depois que a entrega do documento especial a pastores evangélicos causou polêmica nas redes sociais.
Ao apresentar motivos para também poder usufruir do passaporte especial
o presidente da ABGLT, Toni Reis, alega que a associação “também atua
internacionalmente, tendo status consultivo junto ao Conselho Econômico e
Social da Organização das Nações Unidas (ONU, além de atuar em parceria
com diversos órgãos do governo federal”.
O Itamaraty afirma que a concessão dos passaportes diplomáticos aos
pastores evangélicos está dentro da lei, já que esses líderes religiosos
possuem atividades no exterior. Os líderes que tiveram o documento
emitido em 2013 foram: Valdemiro Santiago, R. R. Soares, Samuel Ferreira e suas respectivas esposas.
Quem tiver o interesse de obter tal documento, que dá alguns
benefícios como fila especial nos aeroportos e regras diferenciadas para
visto de entrada em alguns países, precisa enviar ao Itamaraty uma
“solicitação formal e fundamentada”.
Toni Reis solicitou o documento para 14 integrantes da ABGLT dizendo
que é “para que possam realizar um trabalho de promoção e defesa dos
direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais
(LGBT) nos 75 países onde ser LGBT é crime e nos sete países onde existe
pena da morte para as pessoas LGBT”, segundo reportagem do Terra.
Fonte/Gospel Prime
Fonte/Gospel Prime